O intercâmbio que todo universitário deveria fazer

By | July 16, 2012

Quando o assunto é intercâmbio, a maior parte dos universitários pensa em fazer um curso de idiomas ou um período acadêmico em uma universidade no exterior. Comigo não foi diferente e, por muito tempo, quis estudar no Canadá, mas infelizmente não tinha condições de bancar todos os custos e nem era tão inteligente para conseguir uma bolsa de estudos.

Depois de muita pesquisa procurando alternativas mais baratas, encontrei um programa chamado Work Experience ou Work & Travel (cada empresa adota um nome, mas é a mesma coisa) em que você aproveita as férias de verão para trabalhar em estabelecimentos como restaurantes, estações de esqui, parques temáticos etc.

Como eu tinha muita vontade de conhecer outro país, mas o orçamento limitava as minhas opções, decidi me inscrever nesse programa mesmo achando (equivocadamente) que não seria tão valioso quanto um intercâmbio acadêmico.

No artigo 9 mitos dos processos seletivos de estágio e trainee, falei que, ao contrário do que muitos estudantes podem achar, o intercâmbio por si só não é o diferencial que as empresas mais valorizam. É claro que a vivência internacional chama a atenção dos entrevistadores, mas o que eles realmente querem saber é como essa experiência contribuiu para o seu amadurecimento.

No meu caso, um grande desafio que tive foi a de viver uma vida completamente diferente da que estava habituado.

Durante o período em que fiquei na Califórnia (EUA), trabalhei no restaurante de uma estação de esqui (nunca havia cozinhado nada além de miojo e ovo frito), lidei com pessoas das mais diversas nacionalidades e arrumei um segundo emprego como faxineiro em um casino. Na estação de esqui, trabalhava das 8h até as 17h e no casino, das 23h até as 7h (isso mesmo!).

Além disso, foi a primeira vez que lidei com a pressão no trabalho, tomei esporro de cliente e senti o gosto do reconhecimento. Veja abaixo o gift card que recebi pelo meu comprometimento no trabalho:

Depois de tudo isso, passei a enxergar a vida de uma forma diferente, valorizando pequenas coisas que, muitas vezes, menosprezava e ganhei mais confiança para correr atrás dos meus sonhos. Não sou contra as instituições de ensino, mas há lições na vida que você dificilmente irá aprender dentro de uma sala de aula.

Por isso, se você está pensando em fazer um intercâmbio, que tal sair um pouco do tradicional curso no exterior e vivenciar a vida? É por meio desta experiência que você terá grandes aprendizados que contribuirão para o seu crescimento como profissional e, principalmente, como ser humano.

 

Foto: FreeDigitalPhotos.net

 

6 thoughts on “O intercâmbio que todo universitário deveria fazer

  1. Nathália

    Olá, gostaria de saber por qual empresa você foi, já que não é possível confiar em todas não é?
    Obrigada!

    Reply
    1. Byong Kang

      Oi Nathália!

      Eu fui pela Intercultural (http://www.intercultural.com.br/), mas conheço pessoas que foram por outras agências como a CI (Central de Intercâmbio) e também a IE Intercâmbio. Todas elas são confiáveis!

      Se precisar de alguma informação ou quiser conversar mais detalhes, é só entrar em contato!

      Reply
  2. aline naomi

    Oi, Byong!

    Ótimo seu site! Alguém indicou uma matéria em um grupo do LinkedIn e acabei lendo várias outras.

    Vendo seu “gift card”, lembrei de uma conhecida que uma vez tuitou um parecido, enquanto estava trabalhando na Disney dos Estados Unidos. Fiquei pensando que as empresas brasileiras também poderiam adotar algo parecido. É muito gratificante ser reconhecido por estar fazendo um bom trabalho.

    Grande abraço,

    Aline

    Reply
    1. Byong Kang

      Oi Aline!

      Muito obrigado pelo elogio! Que bom que gostou!

      É engraçado como algo tão simples deixava os funcionários mais alegres. Além disso, esse era um exemplo claro de reconhecimento no tempo e na medida certa. Teve dias que ganhei mais de 2 gift cards pelas minhas atitudes e, apesar do valor não ser grande, me sentia valorizado e contente de fazer um ótimo trabalho.

      Quem sabe as políticas de reconhecimento no Brasil evoluam nesse sentido.

      Abraço!

      Reply
  3. Milene

    Olá Byong,
    Muito bacana sua experiência, mas gostaria de saber quanto tempo vc ficou no Canadá e tbem qual o nível de inglês que você tinha antes de ir e depois que voltou do Canada. Se você voltou falando fluentemente.
    Obrigada e Parabéns por esta conquista!!!!

    Reply
    1. Byong Kang

      Olá Milene! Tudo bem?

      Na verdade, eu fui aos EUA e não Canadá! Meu nível de inglês era avançado, mas pecava na fluência. Isso é natural porque as conversas que temos em salas de aula são limitadas e, muitas vezes, diferem da realidade do dia a dia. Como lidei diretamente com atendimento ao cliente, fui “forçado” a aprender o jeito natural com que as pessoas conversam no país. Isso foi ótimo!

      Não posso dizer que voltei com inglês fluente e duvido que alguém consiga isso com apenas 4 meses de estadia em um país estrangeiro, mas com certeza voltei falando MUITO mais do que antes, principalmente expressões, gírias, detalhes do que se fala em restaurantes, lojas…enfim, a vida real!

      Recomendo que saia um pouco da sala de aula e viva uma experiência dessas porque, na minha opinião, vale mais do que um certificado na mão. Até rimou! hehe

      Bjos e obrigado pelo comentário!

      Reply

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *