É possível separar o lado pessoal do profissional?

By | June 27, 2012

Imagine a seguinte situação: O seu chefe está gritando porque encontrou um erro no material que você preparou. Ele joga na mesa, diz que está uma porcaria, questiona a sua competência e fala para refazer o mais rápido possível.

Depois disso, os seus colegas de trabalho dizem: “Não leve para o lado pessoal, ele estava falando com você  como profissional”.

Nesse contexto, eu lhe faço a seguinte pergunta: É possível mesmo separar o lado pessoal do profissional? Você gostaria de almoçar ao lado dele ou conversar em um happy hour como se nada tivesse acontecido?

A minha opinião, que é compartilhada por diversos especialistas, é que isso é impossível pelo simples fato de sermos seres humanos e não robôs. Apesar de alguns conseguirem lidar melhor com uma situação dessas, a realidade é que não temos uma chave com as opções “eu profissional” e “eu pessoal”. Nós somos únicos!

Se estou passando por um momento difícil no lado pessoal, isso vai sim interferir, até certo ponto, no lado profissional e vice-versa. Todos nós estamos sujeitos à emoções pessoais e profissionais de uma forma única e não separada. O que eu vejo é que muitas pessoas utilizam o argumento de ser um relacionamento profissional para tratar os outros como se fossem robôs.

Acredito que as empresas poderiam ser muito mais produtivas de forma sustentável se reconhecessem a condição de ser humano dos seus funcionários e, à partir disso, criassem um ambiente de trabalho mais agradável e colaborativo e não um campo de guerra.

Não estou falando que tudo deveria ser um conto de fadas, afinal de contas, todos nós cometemos erros e, às vezes, temos que levar uma bronca para corrigir o que está errado e amadurecer, mas isso não significa que seja necessário robotizar as relações profissionais.

Com a entrada da Geração Y, vejo que esse choque de valores tem sido cada vez mais comum nas empresas. É difícil falar se existe o certo ou errado, mas está claro que vivemos hoje um momento de transição de valores e as empresas que adotarem uma postura reativa e não se adaptarem a esse novo contexto, perderão o que dizem ser o seu maior patrimônio: o capital humano (e não robô).

Leia o artigo A história do atleta olímpico que virou empreendedor para ouvir a opinião de um empreendedor de sucesso sobre este tema. É muito bom!

 

Foto: stock.xchng

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *